quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dicas para o Enem


Explicações, notícias, simulados, provas, gabaritos, correções, videoaulas são algumas das ferramentas que o Vestibular Brasil Escola já disponibiliza para auxiliar na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  Este ano buscamos outra novidade: dicas para que vestibulandos e estudantes em geral possam aperfeiçoar seus estudos para o Enem.
Cada vez mais instituições de ensino superior adotam o Enem em seus processos seletivos, seja parcialmente ou na totalidade. Por isso, a preparação para o exame se tornou uma preocupação para muitos. O Vestibular Brasil Escola busca, mais uma vez, ajudar nos estudos daqueles que querem conseguir boas notas.
Gostou? Então aproveite bem as dicas. Bons Estudos!



terça-feira, 7 de agosto de 2012


Como Educar a Memória


A memória é a principal aliada de todas as atividades que fazemos todos os dias, sejam elas mentais ou físicas. Para usá-la a nosso favor é preciso treiná-la e exercitá-la para que ela não nos deixe na mão sempre que precisarmos lembrar algo importante.

A capacidade de armazenar informações está ligada à capacidade física do cérebro (saúde e bem-estar) e à capacidade de organizar dados durante o processo de aprendizagem. Ambas as capacidades estão unidas à qualidade do sono. A memória “volátil” que usamos para lembrar coisas corriqueiras seleciona tudo aquilo que é mais importante e passa para a memória permanente enquanto estamos dormindo. Por esse motivo, pessoas que têm distúrbios do sono como insônia, sonambulismo e apnéia (ronco) tem mais dificuldade de concentração e mais problemas de esquecimento. Nestes casos, a ajuda médica é indispensável.

Lembrar das coisas também está ligado à inteligência, à habilidade de armazenamento e ao interesse sobre o assunto. Se uma pessoa não gosta de uma determinada matéria da escola, provavelmente terá muita dificuldade em aprendê-la e memorizá-la, pois o seu cérebro descarta as informações relacionadas por considerá-las “voláteis”.


Como melhorar 

O jogo de xadrez é um bom exercício para a memória e para o raciocínio lógico (e um aliado e tanto para as aulas de matemática). Cuidar da alimentação também é importante e acrescentar pães, cereais, legumes e frutas em seu cardápio é primordial, pois estes alimentos contêm tiamina, ácido fólico e vitamina B12, essenciais para a manutenção do cérebro e da memória.

O método de repetição ajuda no arquivamento de informações, pois faz o cérebro crer que aquela informação é importante e por isso, armazena-a. Procure associar idéias a fatos ou a outras idéias para criar um sistema de conexões, o que faz você lembrar de uma coisa quando esquece de outra.

Descobrir o tipo de memória que você possui também é extremamente útil para selecionar o melhor método de estudo. Há pessoas que têm memória visual e, portanto, precisam estudar usando a leitura, os desenhos e os esquemas gráficos para serem bem-sucedidos no armazenamento de conteúdo. Para outros, a memória é auditiva e, por isso o conteúdo a ser memorizado deve ser verbalizado, os textos devem ser lidos em voz alta e discutidos com outras pessoas. O último tipo de memória é o sinestésico, relacionado aos movimentos que devem ser feitos para associar idéias.

Agora que você já sabe o que fazer, é importante saber o que não fazer. Ansiedade e nervosismo são absolutamente prejudiciais para o bom funcionamento da memória e, por esse motivo, devem ser controlados, por exemplo, com exercícios de respiração. Essa é uma maneira eficaz de se evitar os famosos “brancos” e lapsos de memória.

Por Marla Rodrigues
Equipe Brasil Escola

Manual do Processo Seletivo 2013 da Fuvest é publicado

Inscrições iniciam no próximo dia 24; são mais de 11 mil vagas oferecidas.


A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) disponibilizou na manhã desta quarta-feira, 1º de agosto, o Manual do Candidato do Vestibular 2013 da Universidade de São Paulo (USP), que oferecerá 11.082 vagas. Faça o download do Manual

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


RIO + 20: qual o legado, afinal?


rio + 20

As temáticas relacionadas ao meio ambiente já são amplamente exploradas pelas principais provas do país, incluindo o Enem. Este ano, especialmente, essa tendência pode se manifestar com maior intensidade.
Assim, se você pretende se preparar de forma eficiente para responder questões as questões relacionadas ao tema, fique atento aos conteúdos:


1. Ecossistemas
É provável a ocorrência de questões que exijam conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas: ciclagem da matéria, fluxo de energia, estruturação das cadeias e teias alimentares. Dê uma atenção especial aos ciclos biogeoquímicos (ciclo do carbono e o do nitrogênio, especialmente) e às interações ecológicas entre os seres vivos (competição, parasitismo, mutualismo, etc.).
 


2. Energia
Este é um tema muito forte nos vestibulares, assim como foi na Rio+20.  É fundamental que você domine conceitos como “energia limpa” e “economia verde”, por exemplo.
Conhecimento acerca dos combustíveis fósseis e de 
biocombustíveis (etanol, biodiesel) são essenciais. Reveja com atenção os tópicos relacionados à poluição ambiental e desequilíbrios causados pela ação antrópica (humana) sobre os ecossistemas.
Além disso, é importante você demonstrar compreensão dos processos bioquímicos fundamentais à manutenção da vida no planeta: (fotossíntese, fermentação e respiração celular).
 


3. Biomas
Este assunto é gerador de muitas questões interdisciplinares com a Geografia. Procure, além de conhecer as características fitogeográficas e a biodiversidade de cada um dos principais biomas brasileiros (ênfase em mata atlântica, caatinga e cerrado), compreender os fatores de risco que ameaçam a manutenção destes ecossistemas (extrativismo predatório, queimadas, desmatamento, etc.). É importante que você apresente, também, conhecimento em relação às medidas de preservação dos ecossistemas, incluindo em suas respostas o viés da questão social como fator inerente à ação de preservação ambiental.
 


4. Inclusão social/ combate à pobreza/ responsabilidade sócio-ambiental
Esta é uma abordagem bastante possível, pois abrange a competência do “ser cidadão”, trabalhada especialmente pelo ENEM.
Você sabe que a Rio+20 não  tratou apenas de questões técnicas diretamente relacionadas ao meio ambiente: o conceito de sustentabilidade foi definitivamente vinculado ao econômico e ao social.
Assim, o combate à fome, a desigualdade da distribuição de recursos e de oportunidades podem gerar questões importantes nas provas. Prepare-se para responder questões testando o seu nível de educação ambiental na vida cotidiana: reciclagem, reaproveitamento de materiais, economia de energia, consumismo- causas e consequências, enfim, qual opção é social e ecologicamente mais responsável dentro de situações de natureza prática.




brasilescola.com

Einstein e a Bomba Atômica


No dia 06/08/ foi lançada a primeira bomba atômica em Hiroshima
No ano de 1939, mais precisamente em dois de agosto, Albert Einstein escreveu uma carta ao então presidente dos Estados Unidos, Frankin Delano Roosevelt, acerca da possibilidade da criação de uma bomba configurada a partir de uma cadeia de reações em uma grande massa de urânio (bomba atômica).
Dizia Einstein em sua carta que “nos últimos quatro meses tornou-se provável – através do trabalho de Joliot, na França, bem como de Fermi e Szilard, nos EUA – que seja possível desencadear, numa grande massa de urânio, uma reação nuclear em cadeia, que geraria vastas quantidades de energia e grandes porções de novos elementos com propriedades semelhantes às do elemento rádio”. Dizia ainda que essa reação permitiria a construção de bombas ao passo que “um único exemplar desse tipo, levada por um navio ou detonada em um porto, poderia muito bem destruir todo porto junto com uma grande área ao seu redor”.
Einstein pedira a Roosevelt que o programa nuclear se iniciasse o mais rápido possível. O presidente, por sua vez, reuniu cientistas, engenheiros, militares e funcionários do governo para juntos criarem o Projeto Manhattan, cujo objetivo final era produzir a bomba atômica.
Esse projeto custou aos cofres públicos mais de 2 bilhões de dólares, para a construção de 37 laboratórios especiais para pesquisas em 19 estados, bem como no Canadá. É curioso ressaltar que, apesar do montante de recursos e da quantidade de pessoas envolvidas no projeto, o segredo foi tão bem mantido que praticamente ninguém fora de um pequeno círculo seleto sabia o que se passava.
Anos mais tarde, Einstein lamentou o papel que teve no desenvolvimento dessa arma destrutiva: “Eu cometi o maior erro da minha vida, quando assinei a carta ao Presidente Roosevelt recomendando que fossem construídas bombas atômicas”.
No dia 6 de agosto de 1945, o avião norte-americano Enola Gay lançou a primeira bomba atômica já usada em uma guerra sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, matando cerca de 140 mil pessoas. Três dias depois foi a vez Nagasaki ser atingida por outra bomba. Este último artefato foi lançado cerca 1,5 km longe do alvo, que era o centro da cidade e, mesmo assim, matou 75 mil pessoas.
Hoje, apesar da existência do Tratado de Não proliferação Nuclear, assinado em 1961, vários países ainda têm interesse na construção de armas nucleares para se fortalecerem política e militarmente.
Após a construção da bomba atômica, surgiu a bomba H (hidrogênio), com poder de destruição dez vezes maior que a primeira bomba atômica, e hoje, pelo menos na ficção, estão tentando criar a bomba de antimatéria, infinitamente mais destrutiva do que a bomba de Hidrogênio.
Em 2009, a bomba atômica voltou a ser notícia no mundo inteiro, após o Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciar, no dia 23 de junho, novos testes com mísseis capazes de atingir Israel e as bases americanas no Golfo Pérsico. Recentemente, o presidente iraniano declarou ao mundo que retomará as pesquisas nucleares no país.

Por Kléber Cavalcante
Graduado em Física
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tipos de Poluição


 Poluição do Solo 
A poluição do solo é causada pelos lixos que as pessoas deixam no chão da sua casa, da sua rua, do jardim da sua cidade, do pinhal ou das matas quando fazem um piquenique… da berma das estradas quando vão de carro e atiram lixo pela janela… e também nas praias, quando, no final de um agradável dia de Verão passado à beira-mar, regressam às suas casas mas deixaram os restos e os lixos na areia.



Poluição da Água

A água pode ser contaminada de muitas maneiras:
- pela acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água;
- pelos esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos mares;
- pelos resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos rios; 
- pelos produtos químicos que os agricultores utilizam para combater as doenças das suas plantas, e que as águas das chuvas arrastam para os rios e para os lençóis de água existentes no subsolo;
- pela lavagem clandestina, ou seja, não autorizada, de barcos no alto mar, que largam combustível;
- pelos resíduos nucleares radioactivos, depositados no fundo do mar;
- pelos naufrágios dos petroleiros, ou seja, acidentes que causam o derrame de milhares de toneladas de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida marinha – as chamadas marés negras.


Poluição do Ar 
Existem diferentes causas de contaminação do ar:  

- o fumo que sai pelas chaminés das fábricas;
- o fumo que sai pelos tubos de escape dos meios de transporte;
- a incineração dos lixos a céu aberto ( quer dizer, queimar lixos).


Kezia Thaynara

terça-feira, 24 de julho de 2012

Amelia Earhart


Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897 — desaparecida em 2 de Julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a "The Distinguished Flying Cross", condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico.Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo, e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar.
Amelia desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.




Primei



Primeiras Experiências de voo
Aproximadamente por essa época, Earhart visitou, com uma jovem amiga, uma feira aérea que acontecia conjuntamente com a Exposição Nacional do Canadá em Toronto. Um dos destaques do dia foi a exibição aérea de um "ás" da Primeira Guerra Mundial. O piloto avistou do ar Earhart e a amiga, que estavam observando de uma clareira isolada abaixo dele, e mergulhou na direção delas. "Estou certa que ele disse para si mesmo, "Vejam como as faço correr" ela disse mais tarde. Earhart sentiu-se varrida por uma mistura de excitação e medo. Quando a aeronave se aproximou, algo dentro dela despertou. "Eu não entendia até aquele momento, mas acredito que aquele pequeno avião vermelho me disse algo quando se aproximou", diria Amelia mais tarde.
Em 1919 Earhart preparou-se para entrar no Smith College mas mudou de idéia e foi para a Columbia University inscrevendo-se num curso de medicina entre outras matérias.Desistiu um ano depois reunindo-se posteriormente com sua família na Califórnia.

Esquerda para direita: Neta Snook e Amelia Earhart em frente da Kinner Airster de Earhart, c.1921
Em Long Beach, em 28 de Dezembro de 1920, ela e seu pai visitaram um campo de pouso onde Frank Hawks (que mais tarde tornou-se um famoso piloto) proporcionou-lhe uma viagem que mudaria a vida de Amelia para sempre. "No momento em que estava a duzentos ou trezentos pés acima do chão, eu descobri que precisava voar".Após o voo de dez minutos, ela imediatamente procurou aprender a voar. Trabalhando em vários empregos, como fotógrafa, motorista de caminhão e estenógrafa na companhia telefônica da cidade, conseguiu juntar $1,000 para as lições de voo. Earhart começou seu aprendizado em 3 de janeiro de 1921, em Kinner Field próximo a Long Beach, mas para chegar até à base aérea, Amelia pegava um ônibus até o ponto final e ainda andava cerca de 6,5 km. Sua professora foi Anita "Neta" Snook, uma das mulheres pioneiras da aviação e que usava um pesado Curtiss JN-4 canadense para treinamento. Amelia aproximou-se de Neta com seu pai e lhe perguntou, "Quero voar, você me ensina?".
A dedicação de Amelia ao voo lhe exigiu que aceitasse o trabalho freqüentemente duro e as condições rudimentares que acompanharam o começo do treinamento de aviação. Ela escolheu uma jaqueta de couro mas sabendo que os outros aviadores iriam julgá-la, dormiu na jaqueta durante três noites para dar ao objeto um aspecto mais "usado". Para completar a transformação de sua imagem, ela também cortou o seu cabelo no estilo de outras aviadoras. Seis meses depois, Amelia comprou "O Canário", um biplano Kinner amarelo brilhante de segunda-mão. Em 22 de outubro de 1922, Earhart voou a uma altitude de 14000 pés, batendo um recorde mundial para aviadoras. Em 15 de maio de 1923, Earhart torna-se a 16.ª mulher a conseguir uma licença de voo da Fédération Aéronautique Internationale (FAI).

fonte: wikipedia.org
Kezia Thaynara

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cruzadas

 Rei Ricardo, coração de leão. No peito, a cruz, principal símbolo do cristianismo.

Rei Ricardo, coração de leão. No peito, a cruz, principal símbolo do cristianismo. De 1096 a 1270, expedições foram formadas sob o comando da Igreja, a fim de recuperar Jerusalém (que se encontrava sob domínio dos turcos seldjúcidas) e reunificar o mundo cristão, dividido com a “Cisma do Oriente”. Essas expedições ficaram conhecidas como Cruzadas.
A Europa do século XI prosperava. Com o fim das invasões bárbaras, teve início um período de estabilidade e um crescimento do comércio. Consequentemente, a população também cresceu. No mundo feudal, apenas o primogênito herdava os feudos, o que resultou em muitos homens para pouca terra. Os homens, sem terra para tirar seu sustento, se lançaram na criminalidade, roubando, saqueando e sequestrando. Algo precisava ser feito.

Como foi dito anteriormente, o mundo cristão se encontrava dividido. Por não concordarem com alguns dogmas da Igreja Romana (adoração a santos, cobrança de indulgências, etc.), os católicos do Oriente fundaram a Igreja Ortodoxa. Jerusalém, a Terra Santa, pertencia ao domínio árabe e até o século XI eles permitiram as peregrinações cristãs à Terra Santa. Mas no final do século XI, povos da Ásia Central, os turcos seldjúcidas, tomaram Jerusalém. Convertidos ao islamismo, os seldjúcidas eram bastante intolerantes e proibiram o acesso dos cristãos a Jerusalém.

Em 1095, o papa Urbano II convocou expedições com o intuito de retomar a Terra Sagrada. Os cruzados (como ficaram conhecidos os expedidores) receberam esse nome por carregarem uma grande cruz, principal símbolo do cristianismo, estampada nas vestimentas. Em troca da participação, ganhariam o perdão de seus pecados.

A Igreja não era a única interessada no êxito dessas expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras; cidades mercantilistas como Veneza e Gênova deslumbravam com a possibilidade de ampliar seus negócios até o Oriente e todos estavam interessados nas especiarias orientais, pelo seu alto valor, como: pimenta-do-reino, cravo, noz-moscada, canela e outros. Movidas pela fé e pela ambição, entre os séculos XI e XIII, partiram para o Oriente oito Cruzadas.

A primeira (1096 – 1099) não tinha participação de nenhum rei. Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099, tomaram Jerusalém. A segunda (1147 – 1149) fracassou em razão das discordâncias entre seus líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império. Em 1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano Saladino. A terceira cruzada (1189 – 1192), conhecida como ‘”Cruzada dos Reis”, contou com a participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império. Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre Ricardo e Saladino, autorizando os cristãos a fazerem peregrinações a Jerusalém. A quarta cruzada (1202 – 1204) foi financiada pelos venezianos, interessados nas relações comerciais. A quinta (1217 – 1221), liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito. A sexta (1228 – 1229) ficou marcada por ter retomado Jerusalém, Belém e Nazaré, cidades invadidas pelos turcos. A sétima (1248 – 1250) foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia, novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos. A oitava (1270) e última cruzada foi um fracasso total. Os cristãos não criaram raízes entre a população local e sucumbiram.

As Cruzadas não conseguiram seus principais objetivos, mas tiveram outras consequências como o enfraquecimento da aristocracia feudal, o fortalecimento do poder real, a expansão do mercado e o enriquecimento do Oriente.
 
Por Demercino Júnior
Graduado em História

 

Maquiavel e a autonomia da política

O intelectual Nicolau Maquiavel tratou principalmente sobre política na obra “O príncipe”, descrevendo como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas.

 


Maquiavel ensinou como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas
Maquiavel ensinou como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas Nicolau Maquiavel, nascido na segunda metade do século XV, em Florença, na Itália, trata-se de um dos principais intelectuais do período chamado Renascimento, inaugurando o pensamento político moderno. Ao escrever sua obra mais famosa, “O Príncipe”, o contexto político da Península Itálica estava conturbado, marcado por uma constante instabilidade, uma vez que eram muitas as disputas políticas pelo controle e manutenção dos domínios territoriais das cidades e estados.
Conhecer sua trajetória como figura pública e intelectual é muito importante para que as circunstâncias nas quais este pensador pensou e escreveu tal obra sejam compreendidas. Maquiavel ingressou na carreira diplomática em um período em que Florença vivia uma República após a destituição dos Médici do poder. Contudo, com a retomada dessa dinastia, Maquiavel foi exilado, momento em que se dedicou à produção de “O Príncipe”. Esta sua obra seria, na verdade, uma espécie de manual político para governantes que almejassem não apenas se manter no poder, mas ampliar suas conquistas. Em suas páginas, o governante poderia aprender como planejar e meditar sobre seus atos para manter a estabilidade do Estado, do governo, uma vez que Maquiavel conta sucessos e fracassos de vários reis para ilustrar seus conselhos e opiniões. Além disso, para autores especializados em sua vida e obra, Nicolau Maquiavel teria escrito esse livro como uma tentativa de reaproximação do governo Médici, embora não tenha logrado êxito num primeiro momento.
Outro fator fundamental para se estudar o pensamento maquiaveliano é o pano de fundo da Europa naquele período, do ponto de vista das ideologias e do pensamento humano. Ao final da Idade Média, retomava-se uma visão antropocêntrica do mundo (que considera o homem como medida de todas as coisas) presente outrora no pensamento das civilizações mais antigas como a Grécia, a qual permitiu o despontar de uma outra ideia política, que não apenas aquela predominante no período medieval. Em outras palavras, a retomada do humanismo iria propor na política a “liberdade republicana contra o poder teológico-político de papas e imperadores”, como afirma Marilena Chauí (2008). Isso significaria a retomada do humanismo cívico, o que pressupõe a construção de um diálogo político entre uma burguesia em ascensão desejosa por poder e uma realeza detentora da coroa. É preciso lembrar que a formação do Estado moderno se deu pela convergência de interesses entre reis e a burguesia, marcando-se um momento importante para o desenvolvimento das práticas comerciais e do capitalismo na Europa. Assim, Maquiavel assistia em seu tempo um maior questionamento do poder absoluto dos reis ou de alguma dinastia, como os Médici em Florência, uma vez que nascia uma elite burguesa com seus próprios interesses, com a exacerbação da ideia de liberdade individual. Questionava-se o poder teocêntrico e desejava-se a existência de um príncipe que, detentor das qualidades necessárias, isto é, da virtú, poderia garantir a estabilidade e defesa de sua cidade contra outras vizinhas.

Dessa forma, considerando esse cenário, Maquiavel produziu sua obra com vistas à questão da legitimidade e exercício do poder pelo governante, pelo príncipe. A legitimação do poder seria algo fundamental para a questão da conquista e preservação do Estado, cabendo ao bom rei (ou bom príncipe) ser dotado de virtú e fortuna, sabendo como bem articulá-las. Enquanto a virtú dizia respeito às habilidades ou virtudes necessárias ao governante, a fortuna tratava-se da sorte, do acaso, da condição dada pelas circunstâncias da vida. Para Maquiavel “...quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda. Feliz é o príncipe que ajusta seu modo de proceder aos tempos, e é infeliz aquele cujo proceder não se ajusta aos tempos.” (MAQUIAVEL, 2002, p. 264). Conforme afirma Francisco Welffort (2001) sobre Maquiavel, “a atividade política, tal como arquitetara, era uma prática do homem livre de freios extraterrenos, do homem sujeito da história. Esta prática exigia virtú, o domínio sobre a fortuna”. (WELFFORT, 2001, p. 21).
Contudo, a forma como a virtú seria colocada em prática em nome do bom governo deveria passar ao largo dos valores cristãos, da moral social vigente, dada a incompatibilidade entre esses valores e a política segundo Maquiavel. Para Maquiavel, “não cabe nesta imagem a ideia da virtude cristã que prega uma bondade angelical alcançada pela libertação das tentações terrenas, sempre à espera de recompensas no céu. Ao contrário, o poder, a honra e a glória, típicas tentações mundanas, são bens perseguidos e valorizados. O homem de virtú pode consegui-los e por eles luta” (WELFFORT, 2006, pg. 22). Assim, essa interpretação maquiaveliana da esfera política foi que permitiu surgir ideia de que “os fins justificam os meios”, embora não se possa atribuir literalmente essa frase a Maquiavel. Além disso, fez surgir no imaginário e no senso comum a ideia de que Maquiavel seria alguém articuloso e sem escrúpulo, dando origem à expressão “maquiavélico” para designar algo ou alguém dotado de certa maldade, frio e calculista.
Maquiavel não era imoral (embora seu livro tenha sido proibido pela Igreja), mas colocava a ação política (construída pela soma da virtú e da fortuna) em primeiro plano, como uma área de ação autônoma levando a um rompimento com a moral social. A conduta moral e a ideia de virtude como valor para bem viver na sociedade não poderiam ser limitadores da prática política. O que se deve pensar é que o objetivo maior da política seria manter a estabilidade social e do governo a todo custo, uma vez que o contexto europeu era de guerras e disputas. Nas palavras de Welffort (2001), Maquiavel é incisivo: há vícios que são virtudes, não devendo temer o príncipe que deseje se manter no poder, nem esconder seus defeitos, se isso for indispensável para salvar o Estado.
Maquiavel“Um príncipe não deve, portanto, importar-se por ser considerado cruel se isso for necessário para manter os seus súditos unidos e com fé. Com raras exceções, um príncipe tido como cruel é mais piedoso do que os que por muita clemência deixam acontecer desordens que podem resultar em assassinatos e rapinagem, porque essas consequências prejudicam todo um povo, ao passo que as execuções que provêm desse príncipe ofendem apenas alguns indivíduos” (MAQUIAVEL, 2002, p. 208). Dessa forma, a soberania do príncipe dependeria de sua prudência e coragem para romper com a conduta social vigente, a qual seria incapaz de mudar a natureza dos defeitos humanos.
Assim, a originalidade de Maquiavel estaria em grande parte na forma como lidou com essa questão moral e política, trazendo uma outra visão ao exercício do poder outrora sacralizado por valores defendidos pela Igreja. Considerado um dos pais da Ciência Política, sua obra, já no século XVI, tratava de questões que ainda hoje se fazem importantes, a exemplo da legitimação do poder, principalmente se considerarmos as características do solo arenoso que é a vida política.

Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

 

Absolutismo




Nos fins da Idade Média, a situação política da Europa passou por importantes transformações. A ascensão da burguesia trouxe a necessidade de se eliminar as autoridades e cobranças locais. Em seu lugar, um monarca teria a função de padronizar as políticas fiscais e monetárias de um mesmo território. Ao mesmo tempo, os grandes proprietários de terra se sentiam ameaçados pelas revoltas camponesas que ameaçavam seu antigo poderio político.

Nesse contexto, os monarcas se fortaleciam a partir do expresso apoio dado por nobres e burgueses. Por um lado, a burguesia pagava impostos para o financiamento de exércitos capazes de impor a autoridade real e fixar os impostos e moedas utilizadas em um mesmo território. Por outro, os senhores feudais abriam mão de sua influência política local para que o monarca assumisse a função de preservar as terras e privilégios da classe nobiliárquica.

Mediante essas mudanças de natureza política, observamos que alguns intelectuais se ocuparam de pensar as justificativas que explicassem a existência de um rei poderoso. Um dos primeiros a assumir essa tarefa foi o italiano Nicolau Maquiavel (1469 – 1527), que formulou vários conselhos que pensavam sobre o comportamento da autoridade real. Nesse sentido, ele apontou que as ações políticas deveriam estar apartadas dos valores morais vigentes.

Algumas décadas mais tarde, o inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679) indicou que o governo centralizado nas mãos do monarca era uma ação necessária. Em sua opinião, a ausência de um governo forte abria caminho para que o “estado de natureza” do homem fosse dominante. Nesse sentido, o rei e a sua autoridade suprema evitariam a desordem e o egoísmo que marcavam a ação humana desprovida de limites. Afinal de contas, estando em liberdade, o “homem era lobo do homem”.

Além de tais justificações teóricas, existiam aqueles teóricos que se valiam de argumentos de ordem religiosa. Homens como Jean Jacques Bossuet (1627 – 1704) e Jean Bodin (1530 – 1596) acreditavam que a presença de um rei soberano manifestava as vontades de Deus. Com isso, o poder real seria a representação do poder divino na terra. Em uma época ainda marcada por forte sentimento religioso, os súditos não deveriam correr o risco de desagradar a Deus ao não seguirem as determinações reais.

Elaborado desde os fins da Idade Média, o absolutismo predominou no continente europeu até o século XVIII. Nessa época, a disseminação dos valores iluministas e o advento da Revolução Francesa, refutaram a existência de uma estrutura de poder centralizada e assentada em justificativas religiosas. A partir daquele momento, o absolutismo perdeu seu espaço e ficou conhecido como o “Antigo Regime”.



Por Rainer Sousa
Graduado em Hisória
Equipe Brasil Escola


terça-feira, 19 de junho de 2012

Dia do Cinema Brasileiro 

 

O dia 19 de junho tornou-se o dia de comemoração pelo renascimento do cinema brasileiro, por este ter passado a apresentar, nos últimos anos, produções de maior qualidade.
O surgimento do cinema se deu a partir da ideia do homem em dar vida às imagens. O belga Plateau criou o Phénakistiscope (1832), em seguida, o inglês Horner criou o Zootrope (1834), aparelhos que davam movimentos aos desenhos. Mas os primeiros desenhos animados surgiram criados pelo francês Èmile Reynaud, através de um aparelho de nome praxinoscópio.
Em 1880 tivemos os primeiros aperfeiçoamentos nas películas de celuloide, possibilitando que se chegassem aos filmes.
Somente em 1890 que um americano inventou o Kinescópio e o apresentou numa feira internacional em Chicago. O aparelho era uma caixa contendo uma lupa, por onde o público via as imagens ampliadas, assim surgiram os primeiros curtas-metragens.
Porém, os irmãos Lumière foram os criadores oficiais do cinema, em 1895. Aproveitando aparelhos de outros inventores, fizeram a reprodução através do cinematógrafo, um aparelho de projeção, conseguindo realizar a primeira sessão de cinema em Paris.
No dia 08 de julho de 1896, aconteceu no Rio de Janeiro a primeira projeção pública dos irmãos Lumière, pelo omniógrapho, o sucesso da mesma fez com que o empresário Pascoal Segreto inaugurasse a primeira sala do Brasil.
O cinema brasileiro nasceu quando Afonso Segreto chegou à Baía de Guanabara e registrou as imagens do local. A partir daí os irmãos Segreto registraram os principais acontecimentos cívicos e festivos do país, através de uma câmera Lumière, ficando como os únicos produtores brasileiros até 1903.
Aos poucos as imagens foram sendo feitas em outras regiões do Brasil, como em São Paulo, e o cinema nacional tomando suas primeiras dimensões, e passou a projetar os primeiros documentários.
A primeira companhia de cinema brasileira foi fundada somente em 29 de janeiro de 1911, distribuindo salas de cinema por todo o país, além de reproduzir fitas do cinema estrangeiro. Com isso, atores brasileiros ficaram desempregados e o cinema nacional perdeu espaço, entrando em decadência. A hegemonia do cinema americano que se destacou como o melhor do mundo.
Somente nos anos trinta, época da Primeira Guerra Mundial, Adhemar Gonzaga instalou o primeiro estúdio de cinema no Rio de Janeiro, a Cinédia. A partir daí, iniciou-se as produções dos dramas e comédias musicais brasileiras.
As chanchadas surgiram no ano de 1941, através da produtora Atlântica, tendo Carlos Manga como um dos principais cineastas. Depois o estúdio Vera Cruz revelou o filme de Lima Barreto, que acabou premiado no Festival de Cannes, “O Cangaceiro”.
Dentre os principais, tivemos Mazzaropi, que montou sua produtora em 1963, projetando filmes de um caipira muito engraçado; Glauber Rocha aparece com o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e o filme “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade.
O governo brasileiro criou a Embrafilmes, empresa que financiava recursos para a produção do cinema nacional, mas em vinte anos de existência a mesma passou por sérias dificuldades financeiras, deixando de cumprir com seu propósito. Somente em 1993 foi que a nova lei de audiovisual trouxe novas expectativas para o cinema do Brasil.
Diretores como Carla Camuratti, Murilo Salles e Fábio Barreto ficaram internacionalmente conhecidos e a partir daí tivemos várias produções que, inclusive, receberam indicações para o Oscar, maior premiação cinematográfica do mundo.
O cinema brasileiro cresceu muito e tornou-se mundialmente conhecido e respeitado, com as produções “Cidade de Deus”, “Bicho de Sete Cabeças”, “Lisbela e o Prisioneiro”, “O Homem que Copiava”, dentre outros.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

 

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Conheça abaixo algumas das visões alternativas ao aquecimento global
Richard Lindzen tem ampla produção científica em periódicos de impacto e participação no relatório da ONU sobre as mudanças climáticas. Ele não descarta que o mundo esteja aquecendo, nem que esse aquecimento é provocado pelo homem, mas tem uma opinião diferente sobre o que pode ser feito para salvar o planeta. Ele é contrário à criação de impostos 'verdes', que visam à redução das emissões, ou de outros artifícios. Na verdade, o físico, que ocupa a cátedra Alfred P. Sloan no respeitado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, pensa que não será preciso fazer nada. O planeta se equilibrará sozinho, sem prejudicar a vida de ninguém: plantas, animais ou seres humanos.
Lindzen entende que o aumento de temperatura nos trópicos resultaria na redução da formação de nuvens. Sem nada no caminho para conter o calor da superfície, mais radiação escaparia ao espaço, e a temperatura seria compensada. Como a íris do olho, que aumenta ou diminui de tamanho dependendo da quantidade de luz, o clima da Terra se adaptaria naturalmente à quantidade de calor e gás carbônico na atmosfera, mantendo o mesmo equilíbrio que se observa hoje.
A hipótese de Lidzen incomoda porque as nuvens são uma espécie de calcanhar de Aquiles dos cientistas que defendem a hipótese do aquecimento global causado pelo homem. Ninguém consegue ainda prever como e onde elas se formarão em um futuro muito distante. Por consequência, ninguém sabe dizer com certeza qual é o papel delas no aquecimento do globo nas próximas décadas.

Para o dinamarquês Henrik Svensmark, o aquecimento da Terra pode ser explicado pela cosmoclimatologia, uma teoria que ele próprio desenvolveu pela primeira vez na forma de um artigo publicado em 2007 no periódico Astronomy & Geophysics. Svensmark é o diretor de pesquisas solares do centro de pesquisas espaciais da Dinamarca.
O físico acredita que o aumento de temperatura da Terra está intimamente ligado com a atividade do Sol e com os raios cósmicos, feixes de energia que surgem da explosão de estrelas distantes. Se Svensmark estiver certo, o gás carbônico deixaria de ser o protagonista do aquecimento global e se tornaria mero coadjuvante.
Svensmark é outro cientista que tenta acertar o 'calcanhar de aquiles' dos cientistas que defendem o aquecimento global causado pelo homem e suas emissões: a formação de nuvens.  Em 2007, o físico publicou o livro The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change. Nele, usa a cosmoclimatologia para explicar como os raios cósmicos exercem mais influência no clima do que o gás carbônico emitido pelo homem.
O cientista argumenta que, durante os últimos 100 anos, os raios cósmicos estão mais escassos porque uma vigorosa e incomum atividade solar impediu que muitos deles atingissem a Terra. De acordo com Svensmark, menos raios cósmicos significa menos nuvens... e um mundo mais aquecido.
Freeman Dyson é talvez o mais moderado dos cientistas que criticam o aquecimento global causado por fontes humanas. O pesquisador anglo-americano é matemático e físico teórico. Ficou famoso por trabalhos em física quântica, astronomia e engenharia nuclear. Dyson não tenta dar explicações alternativas ao aquecimento global. Ele concorda com tese defendida pela maioria, a de que o aquecimento global está sendo causado pela queima de combustíveis fósseis.
As críticas de Dyson ao movimento científico em torno do aquecimento global são de ordem metodológica. Para ele, os atuais modelos que simulam o clima não levam em consideração fatores importantíssimos, o que minaria sua credibilidade. De acordo com o físico, as projeções traçadas por esses modelos contêm muitos erros e ainda não podem ser considerados confiáveis. Por causa disso, elas não poderiam prever, com segurança, o comportamento do clima no futuro.
Dyson admite que os modelos atuais sejam bons para descrever o movimento da atmosfera e dos oceanos. Contudo, são péssimos para lidar com as nuvens, a poeira, a química e a biologia dos campos, fazendas e florestas. "De forma alguma descrevem o verdadeiro mundo em que vivemos."
O físico critica o ostracismo de cientistas que tentam encontrar buracos na opinião 'mainstream' sobre o aquecimento global. Para Dyson, os 'hereges' são uma importante força motriz para o progresso científico. "O mundo sempre precisou de hereges para desafiar as ortodoxias."
O professor Luiz Carlos Molion não acredita que a Terra está esquentando, nem que o homem tenha qualquer papel na mecânica do clima. Molion tem credenciais para tratar do tema. É físico formado pela USP, professor associado da Universidade Federal do Alagoas, doutor pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, pós-doutor pela Universidade de Wallingford, na Inglaterra, e é membro do grupo gestor da Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial.
O ceticismo de Molion passa pelos polos da Terra. Uma das formas de entender como funcionava o clima do planeta há milhares de anos é analisando a composição química de colunas de gelo retiradas dos polos. Isoladas do homem e da rotina diária do restante do planeta, essas regiões são como bibliotecas geológicas, acumulando dados valiosos sobre o que aconteceu com o clima há milhares de anos. Quanto mais fundo se cava, mais ao passado se chega. Isso porque o material presente na atmosfera da Terra foi acumulando lentamente com o passar das eras.
Molion destaca que dados retirados de colunas de gelo da Antártida mostram que nos últimos 400.000 anos a Terra teve uma temperatura média de seis a dez graus mais quente do que agora. Se a temperatura era maior, o gás carbônico — o vilão do aquecimento global, uma substância que em grandes quantidades pode acelerar o efeito estufa — deveria então ser abundante na atmosfera, provavelmente muito mais do que o observado hoje. Mas não foi isso que as colunas mostraram. A concentração de gás carbônico era 30% menor que os níveis atuais. Molion defende que o clima da Terra é governado pelos oceanos e por fatores externos, como a emissão de raios gama e a atividade solar.
Molion nada contra a maré (não acredita, por exemplo, que a camada de ozônio estava correndo o risco de ser destruída pelo homem). Para o físico, o aquecimento global é um instrumento político para frear o desenvolvimento dos países mais pobres. A Terra, diz, caminha para uma era glacial. A tendência nos próximos 100.000 anos seria de resfriamento.



Por: Viviane Miguel
Profª: Historia do L.P

Estão abertas as inscrições para o SiSU 2012 do 2º semestre

Sistema disponibiliza 30.548 vagas em 949 cursos de 56 instituições de ensino.

 

O Ministério da Educação (MEC) abriu nesta segunda-feira, 18 de junho, as inscrições para a edição do segundo semestre de 2012 do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Os interessados poderão se inscrever até as 23h59 da próxima sexta-feira, dia 22, utilizando o número de inscrição do Enem 2011.

 brasilescola.com

 Dia da Imigração Japonesa


A imigração japonesa no Brasil foi responsável pela consolidação de diferentes colônias espalhadas pelo território brasileiro. O primeiro local de fixação dos japoneses foi organizado pelas instituições federais que capitaneavam o projeto de colonização “Monções”. Ocupando as regiões próximas de Sorocaba e Iguape, os primeiros imigrantes japoneses fizeram parte de bem sucedidos projetos de colonização.

Em 1912, famílias provenientes da província de Fukushima estabeleceram parcerias com fazendeiros do norte do Paraná. No ano de 1913, um grupo de imigrantes japoneses veio a ocupar o Estado de Minas Gerias para participarem de atividades auríferas na região. Em um período muito curto de tempo, a quantidade de imigrantes japoneses já ultrapassava o número de 10 mil pessoas. Não podendo custear a vinda de mais imigrantes, o Governo de São Paulo proibiu a entrada de novas famílias japonesas.

A região noroeste de São Paulo começou a se destacar como um dos principais focos da colonização nipônica. No início dos anos de 1930, os japoneses fixados em São Paulo ultrapassavam a casa dos 130 mil habitantes. De toda a população nipônica, mais de noventa por cento estava envolvida com a pequena e média agricultura. Com a Segunda Guerra Mundial, o alinhamento do governo brasileiro contra os países do Eixo (Japão, Alemanha e Itália) proibiu qualquer tipo de manifestação vinculada à cultura japonesa no Brasil.

Nos anos sessenta, a comunidade japonesa consolidada em solo brasileiro já quase somava mais de quatrocentas mil pessoas. Ao logo da história da presença japonesa, esta comunidade conseguiu se inserir plenamente nas instituições oficiais, na economia e na cultura brasileira. A partir do final dos anos 80, o tão extenso e marcante fenômeno de chegada de japoneses ao Brasil sofreu uma interessante inversão.

Tal fato, conhecido como “Fenômeno Dekassegui” marcou o processo de ida de brasileiros descendentes de japoneses para trabalhar em seu país de origem. Concebido como um processo decorrente das sucessivas crises da economia brasileira, hoje recebe a atenção das autoridades do Japão. Atualmente, diversos setores do entretenimento, da moda e da culinária nipônica fazem parte dos costumes da cultura brasileira.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola