sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fim do Governo Collor

 Governo Collor: um período marcado pela corrupção

Contando com uma série de escândalos de corrupção e infortúnios em sua política econômica, Fernando Collor de Mello não teve muitas opções que o tirassem dessa situação embaraçosa. Nem mesmo os setores que defenderam a sua eleição se dispuseram a sair em defesa do presidente.

No Congresso Nacional, os deputados e senadores instalaram uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) responsável por averiguar as denúncias de corrupção feitas contra o presidente. No fim dos trabalhos da CPI, ficou provado que Fernando Collor, com o apoio de seu tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, montou uma grande rede de corrupção que realizava o desvio de verbas públicas e o tráfico de influência política. Tal plano de corrupção ficou conhecido como “Esquema PC”.

Em uma última tentativa de escapar das denúncias, Collor teria reunido um conjunto de documentos que provariam a origem lícita de seus recursos financeiros. O secretário Cláudio Vieira alegou que as verbas vinculadas ao presidente foram obtidas por meio de um empréstimo contraído junto a doleiros uruguaios. Dias depois, a história foi desmentida pela secretária Sandra de Oliveira e o novo escândalo ficou conhecido como “Operação Uruguai”. Com fama de corrupto e mentiroso, Collor entrou em uma irreversível situação política.

Dada a gravidade dos acontecimentos, em um último gesto, Collor reivindicou que a população brasileira saísse às ruas com o rosto pintado de verde e amarelo, em sinal de apoio ao seu governo. Em resposta, vários cidadãos, principalmente estudantes, passaram a sair nas ruas com os rostos pintados. Além do verde amarelo, utilizaram o preto em sinal de repúdio ao governo. Tal movimento ficou conhecido como “Caras Pintadas”.

Logo depois, no Congresso Nacional, a Câmara de Deputados aprovou o pedido de impeachment do presidente Collor. Através dessa medida, o governo poderia ser deposto e automaticamente substituído pelo vice-presidente eleito, Itamar Franco. Em 22 de dezembro de 1992, em sessão no Senado, suspendeu-se o mandato presidencial e os direitos políticos de Fernando Collor de Mello foram cassados por oito anos.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

 

Diretas Já


O cantor Chico Buarque participou ativamente dos comícios que marcaram o movimento das “Diretas Já!”.



No ano de 1979, o regime militar tomou medidas que permitiram o retorno das liberdades democráticas no país. O sistema bipartidário foi substituído por uma reforma política que abriu espaço para a formação de novos partidos dentro do país. Dessa forma, as novas siglas que ao mesmo tempo representavam maior direito de expressão política, também marcavam um atípico processo de fragmentação político-partidária.

Chegado o ano de 1982, estes partidos disputaram eleições para os governos estaduais e demais cargos legislativos. Mediante esse novo quadro, membros de oposição da Câmara dos Deputados tentaram articular uma lei que instituísse o voto direto na escolha do sucessor do presidente João Batista Figueiredo. Em 1983, essa movimentação tomou a forma de um projeto de lei elaborado pelo deputado peemedebista Dante de Oliveira.

A divulgação da chamada “Emenda Dante de Oliveira” repercutiu entre vários grupos mais politizados das capitais e grandes cidades do país. Em um curto espaço de tempo, membros do PMDB, PT e PDT passaram a organizar grandes comícios onde a população se colocava em favor da escolha direta para o cargo de presidente. Com a repercussão tomada nos meios de comunicação, essas manifestações se transformaram no movimento das “Diretas Já!”.

Reconhecida como uma das maiores manifestações populares já ocorridas no país, as “Diretas Já!” foram marcadas por enormes comícios onde figuras perseguidas pela ditadura militar, membros da classe artística, intelectuais e representantes de outros movimentos militavam pela aprovação do projeto de lei. Em janeiro de 1984, cerca de 300.000 pessoas se reuniram na Praça da Sé, em São Paulo. Três meses depois, um milhão de cidadãos tomou o Rio de Janeiro. Algumas semanas depois, cerca de 1,7 milhões de pessoas se mobilizaram em São Paulo.

Mesmo realizando uma enorme pressão para que as eleições diretas fossem oficializadas, os deputados federais da época não se sensibilizaram mediante os enormes apelos. Com isso, por uma diferença de apenas 22 votos e um vertiginoso número de abstenções, o Brasil manteve o sistema indireto para as eleições de 1985. Para dar a tal disputa política uma aparência democrática, o governo permitiu que civis concorressem ao pleito.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Turismo no Brasil

 

O Brasil possui um enorme potencial turístico em virtude das mais belas paisagens naturais.

27 de Setembro dia mundial do Turismo
 
O Brasil é um país com enorme potencial turístico, em razão da diversidade cultural e, principalmente, das belezas naturais do imenso território. Esse potencial ainda não é explorando em sua totalidade, o Brasil ocupa, na atividade turística, apenas 1% do fluxo mundial, no entanto, isso tem mudado. Entre os anos de 1995 a 2000, houve um aumento significativo no número de turistas que vieram ao Brasil, mudando o ranking de 43o para 29o, sem contar o turismo interno que gera um fluxo aproximado de 26,6 milhões anualmente.

Outra alteração nesse seguimento foi o aumento do número de brasileiros que fizeram turismo no exterior, o aumento do fluxo de brasileiros foi propiciado, principalmente, pela estabilidade econômica do país, pelo baixo valor do dólar, isso no início dos anos 90, porque depois o valor do dólar superou a moeda brasileira e determinou uma queda no fluxo de brasileiros para fora do país.

O turismo tem um altíssimo potencial econômico, social, cultural e ambiental, esses itens são elementos extremamente ligados ao turismo, pois estabelecem reciprocidade entre os elementos.
O turismo é, principalmente, grande gerador de receita, é social por gerar grande número de postos de trabalho direto e indireto; cultural, pois preserva a identidade do lugar, como monumentos históricos; e ambiental, por aliar renda e preservação, um exemplo disso é o ecoturismo, que só existe com a preservação do meio-ambiente.
O turismo tem a capacidade de organizar o espaço geográfico, em face da necessidade de oferecer condições do andamento da atividade, como, por exemplo, as infraestruturas necessárias: hotéis, rodovias, meios de comunicação entre outros.

Em suma, o Brasil ainda tem muito que desenvolver, pois a “indústria” do turismo pode ser mais rentável que o setor industrial e rural e menos degradante. No mundo, esse é uma nova tendência econômica.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

 

Programa Escola da Família 

O Programa Escola da Família foi criado no dia 23 de agosto de 2003 pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Com o objetivo de abrir as portas das escolas estaduais aos finais de semana, o projeto cria uma cultura de paz, aprendizagem e recreação, despertando potencialidades e ampliando os horizontes culturais de seus participantes.
Aberto a toda comunidade, o Escola da Família promove atividades e oficinas tanto para os alunos como para seus familiares. Cerca de 18 mil bolsistas universitários acompanham e auxiliam as atividades propostas pelo programa. Participe!











Por: Luani Zimermmann







As mais belas riquezas do nosso Brasil!
Conheça mais sobre elas!


A Doença mais Antiga do Mundo

Hanseníase

Atualmente, médicos e especialistas têm conhecimento acerca de inúmeras doenças, de todas elas a mais antiga é a hanseníase. Os primeiros registros dessa doença datam de 1350 a.C.. Apesar de ser muito antiga, o tratamento eficaz da doença só foi descoberto no começo dos anos 80, com o desenvolvimento da poliquimioterapia.
A hanseníase é provocada pela bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como Hansen, ela agride principalmente os nervos e a pele, podendo, em estágios mais graves, resultar em deformações. A lepra, como era conhecida, consome, resseca, agride e penetra na pele, deforma nervos, músculos e ossos.
No início ela provoca uma dor quase insuportável que logo passa e é substituída pela perda da sensibilidade e dos movimentos. O nome foi alterado por causa do preconceito com o qual os portadores da doença eram tratados, no Brasil a lepra passou a ser conhecida como hanseníase.
Em números absolutos de hanseníase, o Brasil é o segundo país no ranking, perdendo somente para a Índia.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola.com
Por: Kezia Thaynara

Anatomia da Folha Vegetal
É quase impossível imaginar uma planta sem vir a nossa lembrança as folhas verdes sendo incomodadas pelo vento. A folha, aparentemente uma estrutura simples e desnecessária, uma vez que se desprende dos galhos até com certa facilidade, têm um papel fisiológico importantíssimo para as plantas.
Temos que destacar que nem todas as plantas apresentam folhas, como as briófitas que possuem filoides ou mesmo alguns cactos que são cladódios, sendo que a fotossíntese ocorre através de seus caules e têm suas folhas transformadas em espinhos.
A folha tem a função de produzir, através de suas células clorofiladas, alimento para a planta. Em relação a sua anatomia apresenta grandes variações de acordo com a necessidade adaptativa apresentada pela planta, mas comumente temos sua morfologia descrita assim:
. Limbo – seria a própria folha, uma expansão também conhecida como lâmina foliar.
. Pedúnculo – estrutura pela qual o limbo se prende ao caule.
Desta forma, podemos encontrar folhas completas, com pecíolo e folhas sésseis (incompletas) sem a presença do pecíolo, partindo o limbo diretamente do caule. Outras partes que podem ser visualizadas são a bainha (que é uma porção mais alargada na base de inserção no caule) e as estípulas (projeções que ocorrem na base do pecíolo).

Na imagem abaixo ficam evidentes algumas das estruturas comentadas:



A folha, como um órgão vegetal, é composto por diferentes tipos de células que determinam a formação dos diversos tipos de tecidos. Dessa maneira, externamente revestindo a folha temos a presença da epiderme foliar; internamente, o mesófilo, onde está presente o colênquima, que são células ricas em clorofila. Junto ao mesênquima, no centro da estrutura da folha, existem inúmeros feixes de condução de seiva e tecidos de sustentação.
Na parte posterior ou embaixo da folha encontramos evidentes as nervuras, estruturas formadas por tecidos condutores que se encontram agrupados, podendo estar associados a tecidos de sustentação. Essas nervuras basicamente são prolongamentos originados dos feixes do caule tendo em sua parte superior a condução da seiva bruta (xilema); e na parte inferior, a condução da seiva elaborada (floema).
Nas monocotiledôneas a disposição das nervuras é paralela entre si, enquanto que nas angiospermas o padrão de disposição das nervuras é diferente com ramificações sucessivas, recebendo nome de reticulada ou peninérvea:

                            
     Paralelinérvea Peninérvea


Fabrício Alves Ferreira
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola
Por: Kezia Thaynara

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A ortografia e suas formas variantes

  Na medida em que nos tornamos leitores assíduos, bem como desenvolvemos nossa aptidão para a escrita, paulatinamente estamos “ornamentando” nossa competência linguística. Referindo-nos à mesma, significa inteirarmos das particularidades existentes na língua no que se refere aos aspectos gramaticais como um todo.

Em meio ao processo da aquisição de tais habilidades, alguns questionamentos recorrentes são inevitáveis, atitude concebida como sendo extremamente natural. Representando-os, ressaltamos a grafia correta das palavras como fator pertinente, tamanha é a complexidade que norteia os fatos linguísticos.


E dentre esta complexidade figuram-se as chamadas formas variantes, que, literalmente, traduzem duplas ou múltiplas modalidades de grafarmos os vocábulos. Evidente que, apesar desta flexibilidade, existe aquela forma que usualmente é mais proferida entre os falantes.


Atendendo ao propósito de enriquecermos ainda mais os conhecimentos acerca desta ocorrência, analisaremos os casos mais conhecidos:

 

 brasilescola.com

Dia do Trânsito 

 

Comemora-se, no dia 25 de setembro, o dia nacional do trânsito.
De acordo com o artigo primeiro, § 1º da lei de trânsito em vigor no Brasil, “Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.”
O trânsito é importante para a economia de um país, por interligar produções industriais ou naturais aos consumidores, através dos meios de transporte. Além disso, proporcionando o fluxo de pessoas para o trabalho, escola, médico, diversão, etc.

Pode ser dividido de acordo com as vias que utiliza, sendo terrestres, aéreas ou marítimas, todos controlados por uma legislação específica.

No trânsito, existem os órgãos especiais, que são responsáveis pelos diferentes setores, como: secretarias municipais de trânsito; DETRAN, COTRAN, etc., que são responsáveis pela sinalização e pela manutenção das condições de uso das vias públicas.

As sinalizações de trânsito são universais, adotando-se a mesma simbologia em todo o mundo, a fim de auxiliar os motoristas em suas viagens.

Nas vias terrestres de todo o território nacional, o tráfego é regulamentado pela Lei nº 9.503, que implantou o novo Código Nacional de Trânsito, entrando em vigor a partir de 1997.
SemáforoAntes disso, as leis de trânsito estavam muito frouxas, pois o Código utilizado era de 1966, que já estava ultrapassado.

Devido ao aumento do número de carros, adquiridos pela população, passamos a enfrentar grandes movimentações nas cidades. Por ter uma lei que não punia casos graves de imprudência no trânsito, muitos motoristas adotaram um estilo violento de dirigir, causando sérios problemas, chegando a causar acidentes graves e mortes.

Com a adoção da nova lei as normas ficaram mais rígidas, exigindo-se uma postura mais ética do motorista, além de determinar fiscalização rigorosa no veículo – no ato do licenciamento do mesmo. Outro artigo importante da lei é quanto à aplicação de multas, com o sistema de pontuação na carteira do motorista, em consequência ao número de multas levadas.



Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola


Apogeu e Crise do Açúcar
O açúcar sempre teve importante entre as atividades agroexportadoras desenvolvidas na colônia.


Ao firmar as atividades coloniais no Brasil a partir de 1530, os portugueses logo tomaram ações em prol do desenvolvimento da indústria açucareira. Tal opção se dava primordialmente pelo clima e o solo tropical, ideais para o plantio extensivo de cana-de-açúcar. Além disso, devemos assinalar que os portugueses já acumulavam larga experiência nesse tipo de empreendimento agrícola, pois o mesmo já era experimentado nas ilhas atlânticas de Madeira e Cabo Verde.
Somada às condições naturais favoráveis e ao conhecimento técnico, também devemos frisar que a produção de açúcar foi escolhida pela alta demanda que o produto tinha no mercado europeu. Dessa forma, observamos que a indústria açucareira representava perfeitamente a lógica do colonialismo, onde a metrópole se dispunha das terras dominadas para buscar lucro e explorar as mesmas, em função das necessidades do mercado externo.
Não tendo condições de arcar com os altos investimentos exigidos pela fabricação de açúcar, os portugueses realizaram uma sólida parceria com os comerciantes holandeses. Em suma, os mercadores da região flamenca recolhiam o açúcar que chegava à cidade de Lisboa e realizava a distribuição do produto em várias regiões da Europa, como França, Inglaterra e no Báltico. Em outros casos, os holandeses participavam da produção açucareira oferecendo empréstimos para a construção de engenhos no Brasil.
Na medida em que ofereceu um significativo retorno financeiro, a Coroa Portuguesa estabelecia isenções de tributos e outros privilégios que buscavam facilitar a produção dos senhores de engenho. Em pouco tempo, podemos ver que o produto conquistou o mercado europeu e ocupou novos espaços no ambiente colonial brasileiro. Na década de 1570, estima-se que já havia cerca de 60 engenhos construídos ao longo do território. Já em 1627, novos dados indicavam praticamente o quádruplo dessas instalações.
Alcançando a segunda metade do século XVII, vemos que o triunfo alcançado pelo açúcar já não era mais o mesmo. Nessa época, os holandeses foram expulsos da região Nordeste – principal polo de fabricação do açúcar brasileiro – para empreender o cultivo de cana-de-açúcar nas Antilhas. Nesse contexto, Portugal não conseguiu fazer frente ao preço e à qualidade mais competitiva do açúcar antilhano. De tal modo, a produção açucareira entrara em crise.
Essa não seria a primeira e nem a última vez que a produção de açúcar brasileira viria a entrar em crise. A falta de condições para investimento e as várias oscilações experimentadas no mercado externo acabavam por deflagrar esses tempos de crise da economia açucareira. Apesar disso, não podemos nos esquecer que tal atividade econômica sempre figurou entre as mais importantes de nossa economia colonial. E, por isso, nunca chegou a entrar em uma crise definitiva que viesse a encerrar o negócio.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Por: Kezia Thaynara

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Origem do nome Brasil

O nome do Brasil foi simbolicamente relacionado à natureza e à paisagem brasileira pelos portugueses que colonizaram o país.



Assim que chegaram ao território brasileiro em 1500, os viajantes portugueses estiveram diante de uma terra que inicialmente para eles era uma ilha. Após outras expedições e do reconhecimento territorial, os lusitanos perceberam que estavam diante de uma área de proporção continental. Iniciava-se, então, uma discussão simbólica e importante acerca do nome a ser dado para a terra recém-descoberta.
A paisagem diversificada das terras tupiniquins motivou a procura pelo nome ideal para representar a região encontrada Essa incerteza em relação ao tamanho do território gerou o primeiro nome da região que foi “Ilha de Vera Cruz”. Esse primeiro nome foi dado por Pedro Álvares Cabral quando chegou à terra recém-encontrada, porém, a discussão em torno da escolha de um nome para essa região da América estava apenas começando. Foi na expedição de Gonçalo Coelho – a mando do rei D. Emanuel – que os portugueses, tendo melhor conhecimento do tamanho do território, criaram outros nomes para a região, como “Terra dos papagaios” e “Terra de Santa Cruz”, sendo esta última nomenclatura criada pelo rei português D. Emanuel.    
A procura pelo nome ideal que representasse a terra gerou certa confusão, tanto que Pedro Vaz de Caminha em sua carta enviada ao rei de Portugal utilizou dois termos diferentes sobre o mesmo território, Terra de Vera Cruz e Ilha de Vera Cruz. Essa confusão realçava a problemática em torno da criação de um nome para uma terra até então desconhecida pelos europeus, mas que chamava a atenção pelo sua paisagem diversificada e diferente do cenário das cidades europeias.
Outro nome logo surgiu a partir das primeiras extrações de pau-brasil das florestas. Os navegantes começaram a denominar o território de Brasil por causa dessa árvore que durante as três primeiras décadas foi o principal motivo de viagens dos portugueses à região encontrada por Cabral. Portanto, o nome Brasil fixou-se no imaginário dos viajantes e dos colonizadores e prevaleceu sobre as outras nomenclaturas.  
Contudo, a polêmica em relação ao nome do território que hoje se chama Brasil voltou à tona na escrita de alguns estudiosos após o processo de colonização da América Portuguesa. No início do século XX, autores como Adolfo Varnhagen e Capistrano de Abreu contestaram a versão original de que o nome Brasil teria surgido em virtude da extração de pau-brasil. Na concepção de Capistrano, a origem do termo relaciona-se à existência de uma ilha imaginária na costa da Irlanda. Essa ilha irlandesa era um local cercado por misticismo e sua existência real não foi comprovada.
Essa ilha era denominada de “Brazil” e, durante a Idade Média, ela foi até mesmo representada em mapas que induziram à comprovação de sua materialidade. Esse local era cercado por mistérios e as tradições célticas afirmavam que o rei “Brasal” fixou moradia nela após sua morte. Dessa forma, poetas relatavam que essa ilha coberta de bruma não era de fácil acesso, e o simbolismo em volta dela continuava vivo. Como os portugueses tinham a representação desta curiosa ilha em seus mapas, alguns escritores do século XX, como Gustavo Barroso, defenderam a tese de que o nome do Brasil estaria relacionado originalmente a esta ilha, e não à extração de pau-brasil como se acreditava.

Por Fabrício Santos
Graduado em História

 

sábado, 22 de setembro de 2012




Teoria da Evolução

A semelhança entre os embriões (de morcego, rato e cavalo, respectivamente) é um indício do parentesco entre as espécies.


Quando falamos em evolução biológica, geralmente o primeiro nome que nos vem à mente é o de Charles Darwin. Entretanto, não podemos atribuir todos os méritos a ele, já que Alfred Wallace também havia percebido muitos dos aspectos que Darwin apontou em suas observações que guardou, basicamente em segredo, por mais de vinte anos. Apenas quando Wallace enviou a Darwin seus manuscritos – devemos nos lembrar que este voltou da expedição bastante reconhecido como cientista - é que ele foi impulsionado a publicar suas ideias. Seguindo o conselho de amigos, a teoria foi revelada com a autoria dos dois, em 1858.
O diferencial de Darwin era o conjunto de evidências e argumentos a favor da evolução que possuía. Este fato, somado à sua posição de destaque no meio científico e à publicação do livro “A origem das espécies por meio da seleção natural, ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida”, é o que faz com que, na maioria das vezes, apenas ele seja lembrado.
Naquela época, os mecanismos de hereditariedade e mutação não eram conhecidos e, dessa forma, temos a teoria sintética da evolução (ou neodarwinismo) como uma versão aprimorada desses princípios desenvolvidos por Darwin e Wallace.
Agora que já sabemos quem são os autores, vamos conhecer os aspectos desta teoria:
- Em qualquer grupo de espécies, todos os indivíduos possuem ancestrais em comum, em algum momento da história evolutiva. Assim, são descendentes destes, com modificações: resultado da seleção natural.
- Indivíduos da mesma espécie, mesmo que parentes próximos, possuem variações entre si: resultado de mutações e/ou reprodução sexuada. Algumas dessas são hereditárias, ou seja, podem ser transmitidas para a geração seguinte.
- A limitação na disponibilidade de recursos faz com que indivíduos de uma população lutem, diretamente ou indiretamente, por esses e pela sua sobrevivência. Dessas variações, algumas podem ser vantajosas nesse sentido, permitindo que alguns, nesse cenário, se destaquem e outros não. Esses últimos podem não sobreviver e tampouco podem se reproduzir.
- Aqueles que sobrevivem (os mais aptos), podem transmitir à prole tal característica que permitiu sua vitória, caso seja hereditária.
- Esse processo, denominado seleção natural, resulta na adaptação de determinados indivíduos ao ambiente, frente a outros não adaptados, e também no surgimento de novas espécies.
A seleção natural é bastante parecida com a artificial, só que essa última é o resultado de ações humanas (diretas ou indiretas) sobre determinado organismo. A penicilina, por exemplo, foi bastante usada há algumas décadas como principal agente de combate a bactérias e, atualmente, não é eficaz no tratamento de algumas doenças: consequência da seleção das bactérias resistentes, em razão do uso indiscriminado dessa substância.


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Por: Kezia Thaynara

Meio Ambiente.
O que era antes e o que é hoje.
O que o homem fez?

Por: Kezia Thaynara



Dia Mundial Sem Carro

O dia mundial sem carro foi criado como forma de reflexão sobre a poluição do meio ambiente e como podemos buscar soluções para o transporte dos grandes centros urbanos, mostrando para a população que existem outras formas de se locomover.
A ideia do “Car Free Day” foi criada na França e entrou em ação no ano de 1998, sendo adotada por trinta e cinco cidades do país. Rapidamente a ideia foi difundida em vários países da Europa e outros continentes.
O objetivo da comemoração é de que o dia 22 de setembro seja um manifesto contra a poluição ambiental e os problemas que o dióxido de carbono (CO2) tem trazido para a camada de ozônio, o efeito estufa, poluição do ar, doenças respiratórias, poluição sonora, irritabilidade, acidentes com mortes, etc.
Três anos depois, surgiram no Brasil as primeiras manifestações de adesão ao manifesto, chegando ao número de cem cidades engajadas na ação. Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Natal, Belém e Campo Grande são algumas delas.
É preciso enxergar que pequenas ações podem transformar o mundo. Existem pessoas que não vão a uma farmácia, na esquina de sua casa, a pé. Isso é um absurdo, pois poderia aproveitar esse momento para fazer uma pequena caminhada, além de economizar combustível e não poluir o planeta.
Ao contrário dessas, outras pessoas têm adotado a bicicleta como meio de transporte. O problema do uso das bicicletas é que não existem bicicletários (estacionamentos próprios para as mesmas) distribuídos pelas cidades. Mas a ideia de usá-la é ótima, pois é um meio de transporte sustentável. Além disso, seria necessário que houvesse mais ciclovias, a fim de facilitar o trajeto dos ciclistas.
Na França, o governo promove aluguel de bicicletas a preços bem baixos, a fim de incentivar a população a utilizá-las com meio de transporte. Montam-se estandes de locação, distribuídos por vários pontos de uma mesma cidade. Além disso, é uma forma de o governo aumentar sua arrecadação.
O rodízio de carros também é uma excelente forma de diminuir a poluição atmosférica e os engarrafamentos das grandes cidades. Porém, a única cidade brasileira que adotou a rotatividade seletiva foi São Paulo. O rodízio foi implantado através da Lei nº 12.490/97 e funciona nos horários de pico. Toda segunda-feira, carros com placas de final 1 e 2 são proibidos de circular entre as 7h e 10h e depois no período das 17h às 20h. As regras são seguidas em todos os dias da semana, trocando apenas os finais das placas dos carros. Os motoristas que não respeitam as leis são multados, perdem quatro pontos na carteira.
A criação americana dos carros flex também foi um avanço tecnológico que favoreceu o meio ambiente, pois o álcool etílico é menos poluente que a gasolina. Mas a intenção dos Estados Unidos não foi essa, na verdade buscavam uma forma de não ficarem na dependência da aquisição de petróleo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), principalmente os da região do Golfo Pérsico.
No dia mundial sem carro, algumas cidades brasileiras têm utilizado as áreas de estacionamento como local de lazer, sendo chamadas de áreas verdes. Em Belo Horizonte fecha-se ruas, exclusivamente para os pedestres.
Brasília também adota essa medida, não somente no dia 22 de setembro. Todos os domingos o eixo rodoviário é fechado para o tráfego de carros, tornando-se numa enorme área de diversão para crianças, jovens, adultos e idosos, o eixão do lazer.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Por: Kezia Thaynara